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sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Família e Vida

Família é o ponto de encontro,
Que a vida, em si, nos oferta,
Para a conta viva e certa
Do que se tem a fazer;
Às vezes, indica empresas
De amor, renúncia e talento,
De outras, é o pagamento
De débitos a vencer.

No lar, ressurgem afetos,
Dedicações incontidas,
Riquezas em luz de outras vidas
No tempo, a se recompor;
Mas também, dentro de casa,
É que o ódio de outras eras,
Abre feridas austeras,
Reconduzindo ao amor.
Vemos pais largando os filhos
Com desprezo e indiferença,
E os filhos em turba imensa
Combatendo os próprios pais,
Parentes contra parentes,
Lembrando aversões em brasa,
Unidos na mesma casa
Sob direitos iguais.

Se sofrimento em família
É o quadro em que te renovas,
Tolera farpas e provas,
Aceitando-as, tais quais são! ...
Não fujas! ...Suporta e avança! ...
Seja tolerância, aonde vás,
Segurança pede paz
E a paz é luz do perdão.


Autora: Maria Dolores

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

QUEIXUMES

“Irmãos, não vos queixeis uns dos outros, para que não sejais reprovados.” (TIAGO, 5:9.)

Cada vez que nossos lábios cedem ao impulso da queixa, quase sempre estamos simplesmente julgando a vida que nos é própria.

Observa, assim, a ti mesmo e deixa que a consciência te vigie a palavra.

Se viste uma pessoa em falta contra outra, não lhe exageres a culpa, recordando quantas vezes terás faltado igualmente contra o próximo. E assim como agradeceste a quantos te desculparam os senões da conduta, confiando em que te melhorarias com o tempo, ampara também o irmão caído em erro, através de teu otimismo fraternal, para que se levante e te bendiga.

Se um companheiro te ofendeu, não te confies a reações descabidas, refletindo nas ocasiões em que terás igualmente ferido os semelhantes. E assim como te rejubilaste, diante de todos os que te esqueceram os golpes, na certeza de que saberias reconsiderar a própria atitude, auxilia também o amigo que se fez instrumento de tua dor, através do olvido de todo mal, a fim de que ele se restaure e te abençoe a grandeza de espírito.

Em toda conversação, na qual sejamos induzidos a examinar o comportamento do próximo submetido à censura alheia, vasculhemos o íntimo, concluindo se não teríamos praticado incorreções iguais ou maiores no lugar dele. E, em todas as circunstâncias, não nos esqueçamos de que, estaremos intimando, automaticamente, a nós mesmos a viver em nível mais alto e a fazer coisa melhor.

Livro: Palavras de Vida Eterna, lição 100 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.

Fonte da imagem: Internet Google.

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Deus Te Faça Feliz

Gradeço, alma irmã, todo o concurso
Com que me reconforta e garantes,
Fazendo-me canal mesmo singelo
De assistência e de alívio aos semelhantes!. . .

O prato generoso que me deste
Não foi somente auxílio à penúria pungente,
Fez-se clarão iluminando anseios,
Felicidade para muita gente.

A roupa usada com que me brindaste,
Além da utilidade em que se aprova,
Transfigurou-se em benção de esperança
A busca de serviço e vida nova.

E leve cobertor que me entregaste
E parecia aos olhos simples pano,
Converteu-se em presença da fé viva
Entretecida de calor humano!. . .

Recursos vários que me ofereceste,
Muito mais que socorro à pessoa insegura,
Transformaram-se em festa de alegria
E retorno ao regaço da ventura.

Por tudo que me dás em bondade e trabalho,
Repito-te no amor que a palavra não diz:
“Pelo Dom de servir nos bens com que me amparas,
Deus te guarde, alma irmã,
Deus te faça feliz”.


Autora: Maria Dolores

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

A TINA

Meu pai morreu quando eu era muito pequena.

Viúva e pobre, sem desejar contrair novo matrimônio, minha mãe teve de trabalhar muito para nos sustentar.

Quando fiquei um pouco maior, disse-lhe que gostaria imensamente de estudar música.

Ela me ouviu com muita atenção e, dali para a frente, redobrou esforços para alugar um piano e custear o pagamento das aulas.

Mas, dentro em pouco, eu já me aborrecia com os infindáveis exercícios que, de tanto serem repetidos, acabavam por me cansar e entediar.

Quando eu fechava o piano e fugia para o quintal, para minhas brincadeiras, ela olhava para mim, muito tranquila e não dizia nenhuma palavra de reprovação.

Depois voltava ao trabalho, que tomava o seu tempo, de manhã à noite.

Um dia, quando eu já dedilhava o teclado preguiçosamente e com pouco – ou nenhum – interesse, ela se aproximou silenciosamente de mim e disse com naturalidade:

- Você está cansada do estudo, minha filha. Feche o piano e, por favor, venha me ajudar a alvar aquela tina de roupa. Estou um pouco fatigada e vai ser bom trabalharmos um pouco juntas.

Trabalhamos a tarde toda. Minha mãe dissera que estava um pouco cansada e, de fato, eu percebia que os esforços que ela despendia estava, praticamente, acima de suas forças. Entretanto, ela não parecia disposta a interromper o trabalho e as pilhas de roupa iam se renovando dentro da tina.

Paramos para jantar e, por essas alturas, eu já me sentia tão exausta que estava a ponto de cair em pranto. A água e o sabão me haviam arroxeado as mãos, meus dedos estavam duros e entorpecidos.

Então notei uma coisa: as mãos de minha mãe – embora até então eu não o tivesse notado – estavam sempre daquele jeito.

Engolindo um soluço, eu disse a minha mãe:

- Mamãe, eu estive pensando. Desejo, realmente, estudar música. Vai me cansar muito, porém preciso perseverar e prosseguir sempre.

- Está bem, querida! Disse minha mãe me olhando nos olhos. Se você deseja se tornar uma pianista eu não posso lhe pedir que seja uma lavadeira de roupa: eu me esforçarei de um lado e você do outro. Não é mesmo?

Hoje eu sou uma concertista.

Rodrigues, Wallac e Leal V. :Para o Resto da Vida.


CVDEE - Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo - Fonte da imagem: Internet Google.

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

53 O DUELO

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

Cap. 12 – Amai Os Vossos Inimigos

ADOLFO - Bispo de Alger, Marmande, 1861

12 – Só é verdadeiramente grande aquele que, considerando a vida como uma viagem que tem um destino certo, não se incomoda com as asperezas do caminho, não se deixa desviar nem por um instante da rota certa. De olhos fixos no seu objetivo, pouco se importa de que os obstáculos e os espinhos da senda o ameacem; estes apenas o roçam, sem o ferirem, e não o impedem de avançar.

Arriscar os dias para vingar uma ofensa é recuar diante das provas da vida; é sempre um crime aos olhos de Deus; e, se não estivésseis tão enleados, como estais, nos vossos preconceitos, seria também uma ridícula e suprema loucura aos olhos dos homens.

É criminoso o homicídio por duelo, o que a vossa própria legislação reconhece. Ninguém tem o direito, em caso algum de atentar contra a vida de seu semelhante. Isso é um crime aos olhos de Deus, que vos determinou a linha de conduta. Nisto, mais que em qualquer outra coisa, sois juízes em causa própria. Lembrai-vos de que vos será perdoado segundo tiverdes perdoado. Pelo perdão vos aproximais da Divindade, porque a clemência é irmã do poder.

Enquanto uma gota de sangue correr na Terra pelas mãos dos homens, o verdadeiro Reino de Deus ainda não terá chegado; esse reino de pacificação e de amor, que deve banir para sempre do vosso globo a animosidade, a discórdia e a guerra. Então, a palavra duelo não mais existirá na vossa língua, senão como uma longínqua e vaga recordação do passado: os homens não admitirão entre eles outro antagonismo, que a nobre rivalidade do bem.



SANTO AGOSTINHO - Paris, 1862

12 – O duelo pode, sem dúvida, em certos casos, ser uma prova de coragem física, de menosprezo pela vida, mas é incontestavelmente uma prova de covardia moral, como o suicídio.

O suicida não tem coragem de enfrentar as vicissitudes da vida: o duelista não a tem para suportar as ofensas. Cristo não vos disse que há mais honra e coragem em oferecer a face esquerda a quem vos feriu a direita, do que em se vingar de uma injúria? Cristo não disse a Pedro, no Jardim das Oliveiras: “Embainhai de novo a vossa espada, pois aquele que mata pela espada perecerá pela espada?” Por essas palavras, Jesus não condenou o duelo para sempre? Com efeito, meus filhos, que coragem é essa, que brota de um temperamento violento, pletórico e furioso, bramindo à primeira ofensa? Onde está a grandeza de alma daquele que, à menor injúria, quer lavá-la em sangue? Mas que trema, porque sempre, do fundo da sua consciência, uma voz lhe gritará: Caim! Caim! Que fizeste de teu irmão? Ele responderá: Foi necessário o sangue para salvar minha honra! Mas a voz replicará: Quiseste salvá-la perante os homens nos breves instantes que te restavam na Terra, e não pensaste em salvá-la perante Deus! Pobre louco, que não vos pediria então o Cristo, por todos os ultrajes que lhe tendes feito?

Não somente o feristes com os espinhos e a lança, não somente o erguestes num madeiro infamante, mas ainda, em meio de sua agonia, pode ele ouvir as zombarias que lhe prodigalizastes.

Que reparações vos pediu ele, depois de tantos ultrajes? O último gemido do cordeiro foi uma prece pelos seus algozes. Oh, como ele, perdoai e orai pelos que vos ofendem!

Amigos, lembrai-vos deste preceito: Amai-vos uns aos outros, e então, ao golpe do ódio respondereis com um sorriso, e ao ultraje com o perdão. O mundo sem dúvida se erguerá furioso e vos chamará de covarde: erguei a fronte bem alta e mostrai, então, que a vossa fronte também não recearia ser coroada de espinhos, a exemplo do Cristo, mas que a vossa mão não quer participar de um assassinato autorizado; podemos dizer, por uma falsa aparência de honra, que nada mais é senão orgulho e amor próprio.

Ao vos criar, Deus vos deu o direito de vida e de morte, uns sobre os outros? Não, pois só deu esse direito à natureza, para se reformar e se refazer. Mas a vós, nem sequer permitiu dispordes de vós mesmos.

Como o suicida, o duelista estará marcado de sangue quando comparecer perante Deus, e a um como a outro, o soberano Juiz reserva rudes e longos castigos. Se ameaçou com a sua justiça àqueles que dizem racca a seus irmãos, quanto mais severa não será a pena reservada àquele que comparecer diante dele com as mãos sujas do sangue de um irmão!


UM ESPÍRITO PROTETOR - Bordeaux, 1861

13 – O duelo, como o que outrora se chamava Juízo de Deus, é uma dessas instituições bárbaras que ainda regem a sociedade. Que diríeis, entretanto, se vísseis os dois antagonistas mergulharem na água fervente ou sujeitarem-se ao contato do ferro em brasa, para decidir a sua disputa, dando razão ao que melhor se saísse da prova?

Chamaríeis de insensatos a esses costumes. Pois o duelo é ainda pior que tudo isso. Para o duelista emérito, é um assassinato cometido a sangue frio, com toda a premeditação desejada, porque está seguro do golpe que irá desferir; para o adversário, quase certo de sucumbir, em virtude de sua fraqueza e de sua inabilidade, é um suicídio, cometido com a mais fria reflexão.

Bem sei que muitas vezes procura-se evitar essa alternativa, igualmente criminosa, recorrendo-se ao azar. Mas isso não é, embora sob outra forma, uma volta ao juízo de Deus da Idade Média? E lembre-se que, naquela época, era-se infinitamente menos culpado.

O próprio nome de Juízo de Deus revela uma fé ingênua, é verdade, mas sempre uma fé na Justiça de Deus, que não poderia deixar sucumbir um inocente, enquanto no duelo tudo se entrega à força bruta, de tal maneira que é freqüente sucumbir o ofendido.

Oh, estúpido amor próprio, tola vaidade e louco orgulho, quando sereis substituídos pela caridade cristã, pelo amor do próximo e a humildade, de que o Cristo nos deu o exemplo e o ensino? Somente então desaparecerão esses preconceitos monstruosos que ainda dominam os homens, e que as leis são impotentes para reprimir.

Porque não é suficiente proibir o mal e prescrever o bem, é necessário que o princípio do bem e o horror do mal estejam no coração do homem.

Fonte da imagem: Internet Google.

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

NOVA BIOGRAFIA

Hoje foi postada a biografia do mês de Novembro de 2017 na coluna "Grandes Nomes do Espiritismo" em homenagem a HUMBERTO MARIOTTI.

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

RECLAMAÇÕES

“Portanto, aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz, nisso esta pecando”. (TIAGO, 4:17.)

Censuras com grande alarde os que se oneraram, nos delitos do furto; entretanto, se acumulas, inutilmente, os recursos necessários ao sustento do próximo, não podes alegar inocência.

Acusas os que desceram à criminalidade, mas, se nada realizas pela extinção da delinquência, não te cabe o direito de reprovar.

Apontas o egoísmo dos governantes; no entanto se te afervoras no egoísmo dos dirigidos, deitas apenas conversa vã.

Criticas todos aqueles que instruem os seus irmãos de maneira deficiente; contudo, se dispões de competência e foges ao plantio da educação, não estarás tranquilo contigo mesmo.

Clamas contra aqueles companheiros que categorizas por rebeldes e viciados, quando lhes anotas a presença no trabalho de socorro aos semelhantes; todavia, se te sentes virtuoso e não levantas se quer uma palha em favor dos que sofrem, as sentenças que te saem da boca não passarão de injustiça.

Entra no serviço da alma e coração, para que possas comentá-lo.

Ninguém pode exigir dos outros o que não dá de si mesmo.

Quem sabe o que deve fazer, e não faz, deserta dos deveres que lhe competem, caindo em omissão lamentável, e, se atrapalhar quem procura fazer, certamente responderá com dobradas obrigações pelo que não fizer.

Livro: Palavras de Vida Eterna, lição 99 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.

Fonte da imagem: Internet Google.

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

FILHO E CENSOR

“Mas, respondendo ele, disse ao pai: “eis que te sirvo, há tantos anos, sem nunca transgredir o teu mandamento, e nunca me deste um cabrito para alegrar-me com meus amigos...” – Jesus (LUCAS, 15:29.).

Na parábola do filho pródigo, não encontramos somente o irmão que volta experiente e arrependido ao convício do lar.

Nela, surge também o irmão correto, mas egoísta, remoendo censura e reclamação.

Ele observa a alegria paternal, abraçando o irmão recuperado; entretanto, reprova e confronta. Procede como quem lastima o dever cumprido, age à feição de um homem que desestima a própria nobreza.

É fiel aos serviços do pai; contudo, critica lhe os gestos. Trabalha com ele; no entanto, anseia escravizá–lo aos próprios caprichos.

Atende-lhes aos interesses, vigiando-lhe o pão e a prata.

Guarda lealdade, mergulhando-se na ideia de evidência e de herança.

Se o coração paterno demonstra grandeza de sentimento, explode em ciúme e queixa. Se perdoa e auxilia, interpõe o merecimento de que se julga detentor, tentando limitar-lhe a bondade.

Perde-se num misto de crueldade e carinho, sombra e luz.

É justo e injusto, terno e agressivo, companheiro e censor.

Deseja o pai somente para si, a fazenda e o direito, o equilíbrio e a tranquilidade somente para si.

No caminho da fé, analisa igualmente a tua atitude.

Se te sentes ligado à Esfera Superior por teus atos e diretrizes, palavras e pensamentos, não te encarceres na vaidade de ser bom. Não te esqueças, em circunstância alguma, de que Deus é Pai de todos, e, se te ajudou para estares com ele, é para que estejas com ele, ajudando aos outros.

Livro: Palavras de Vida Eterna, lição 98 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.

Fonte da imagem: Internet Google.

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

PAI E AMIGO

“E, levantando-se, foi para o seu pai; e, quando ainda estava longe, o pai chegou a vê-lo moveu-se de intima compaixão e, correndo, lançou-se lhe ao pescoço e o beijou.” – Jesus (LUCAS, 15:20.)

É possível que essa ou aquela falta te sombreie o coração, impelindo-te ao desânimo.

Anseias respirar a fé pura, entregar-te aos misteres do bem, contudo, trazes remorso e tristeza.

Dissipaste as forças da vida, extraviaste votos santificantes, erraste, caíste na negação, qual viajor que perdesse a luz.

Entretanto, recorda a Providência Divina a reerguer-te.

O amor de Deus nunca falta.

Para toda ferida haverá remédio adequado.

Para todo desequilíbrio aparecerá o reajuste.

Fixa-te no ensinamento do Cristo, enunciando o retorno do filho pródigo.

O reencontro não se deu em casa, com remoques e humilhações para o moço em desvalimento.

Assinalando-o no caminho de volta e, quando ainda estava longe, o pai, ao vê-lo, moveu-se de íntima compaixão e, correndo, lançou-se lhe ao pescoço e o beijou.

O pai não esperou que o filho se penitenciasse o rojo, não exigiu escusas, não solicitou justificativas e nem impôs condições de qualquer natureza para estender-se os braços; apenas aguardou que o filho se levantasse e lhe desejasse o calor do coração.

Livro: Palavras de Vida Eterna, lição 97 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet Google.

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

NAS PALAVRAS

“Irmãos, não vos queixeis uns dos outros, para não serdes julgados...” (TIAGO, 5:9.)

Mergulhar o divino dom da palavra no vaso lodoso da queixa é o mesmo que inflamar preciosa lâmpada no conteúdo da lata de lixo.

Não transformes a própria frase em lama sobre chagas abertas.

Podes mobilizar a maravilha do verbo, para reajustar o bem, sem necessidade de estender o mal.

Ergue a esperança, ao pé dos que desfaleceram na luta. Exalta a excelência do amor, perante aqueles que o ódio intoxica. Louva as perspectivas da fé, ao lado dos que choram no desencanto. Aponta as qualidades nobres do amigo que caiu em desvalimento. Destaca as possibilidades de auxiliar onde os outros somente encontram motivos para censura. Desdobra o trabalho restaurador onde o pessimismo condena. Procura o lado melhor das situações para que o melhor seja feito.

E, quando os obstáculos morais se agigantem, como se a maldade estivesse a ponto de triunfar em definitivo, se não podes algo dizer em louvor da bondade, cala-te e ora.

Pensa no bem, quando não puderes falar nele.

A semente muda renova a terra.

A gota silenciosa de sedativo asserena o corpo martirizado.

Nunca te queixes dos outros, mesmo porque, em nos queixando de alguém, é preciso consultar o próprio íntimo para saber se em algum lugar desse alguém não estaríamos fazendo isso ou aquilo de maneira pior.

Livro: Palavras de Vida Eterna, lição 96 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.
Fonte da imagem: Internet Google.

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Doação

Doação com Jesus, alma querida e boa,
Não é somente o apoio que transmites
Em socorro à penúria, tantas vezes,
Sob duros limites! ...

É muito além do verbo que a define
Doação com Jesus é o Céu que se condensa
Na fé que se transforma em reconforto,
Sem cogitar de recompensa.

Está no olhar que enxerga as erosões e os charcos
No caminho em que avança,
Mas em vez de acusar a terra desprezada
Nela semeia flores de esperança...

Mora no ouvido compassivo e calmo
Que a bondade alicerça,
E do mal faz o bem, sem alarde e sem queixa,
Na luz da compreensão que sublima a conversa!

Brilha nas mãos que servem no silêncio,
Seja amparando alguém que a sombra desvirtua,
Lavando um prato humilde, afagando um doente
Ou removendo um seixo em recanto da rua! ...

Vibra na voz que aceita os dias tristes,
Falando no esplendor dos dias que virão,
A extinguir em carinho e tolerância
A ira, o desespero, a irritação...

Faz-se doce clarão na atitude sincera
De quem se acolhe ao bem, por norma definida,
Desculpando e servindo, ajudando e aprendendo,
Edificando em paz e abençoando a vida! ...

Doação com Jesus é tudo quanto eleva,
Venha de onde vier e seja com quem for,
Algo do coração que confia e se entrega
Para estender no mundo a vitória do Amor.


Autora: Maria Dolores

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

52 O ÓDIO

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

Cap. 12 – Amai Os Vossos Inimigos

FÉNELON - Bordeaux, 1861

10 – Amai-vos uns aos outros, e sereis felizes. Tratai, sobretudo de amar aos que vos provocam indiferença, ódio e desprezo.

O Cristo, que deveis tornar o vosso modelo, deu-vos o exemplo dessa abnegação: missionário do amor, amou até dar o sangue e a própria vida.

O sacrifício de amar os que vos ultrajam e perseguem é penoso, mas é isso, precisamente, o que vos torna superiores a eles. Se vós os odiásseis como eles vos odeiam, não valereis mais do que eles. É essa a hóstia imaculada que ofereceis a Deus, no altar de vossos corações, hóstia de agradável fragrância, cujos perfumes sobem até Ele.

Mas embora lei do amor nos mande amar indistintamente todos os nossos irmãos, não endurece o coração para os maus procedimentos.

É essa, pelo contrário, a prova mais penosa.

Eu o sei, pois durante minha última existência terrena experimentei essa tortura. Mas Deus existe, e pune, nesta e na outra vida, os que não cumprem a lei do amor.

Não vos esqueçais, meus queridos filhos, de que o amor nos aproxima de Deus, e o ódio nos afasta dele.

Fonte da imagem: Internet Google.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

A SURPRESA

Faremos uma surpresa para nossa querida Otília. Iremos ao seu lar e cantaremos para ela, cumprimentando-a por seu aniversário. Ela vai "morrer" de emoção!

O grupo de jovens, integrado na Mocidade Espírita, em atuante instituição, tinha razões para festejar o acontecimento, Otília era muito estimada, jovem dinâmica, musicista, cheia de iniciativas, alegre e comunicativa.

Planejaram tudo certinho. Prepararam "comes e bebes" para a festinha que se seguiria à homenagem. . . Tudo feito "em surdina", a fim de que a aniversariante não desconfiasse de nada. Chegaram até a compor uma música, com estribilho tosco, mas sincero, que dizia assim:

Você é nossa companheira,

Nosso exemplo vivo,

Nossa líder inspiradora,

Seguiremos sempre consigo.

Chegaram de mansinho, silenciosamente, contendo a própria euforia, risos abafados... Abriram o portão, ganharam a área interna e preparavam-se para iniciar a cantoria quando ouviram a voz de Otília, timbre estranho, ardido, discutindo com a mãe:

- Eu já lhe disse para não se intrometer em minha vida! Faço o que julgo direito e você não tem nada com isso!

- Minha filha - pedia a mãe - fale baixo, olhe os vizinhos... Tenhamos cuidado. Ninguém precisa saber de nossos problemas...

- Ora, os vizinhos que se danem - gritava a moça a plenos pulmões - e você também!

- Otília, não quero discutir, mas não é justo agir como se fosse sozinha. Nossa vida está difícil! Há seus irmãos menores, seu pai está doente. Precisamos nos unir...

- Você quer dizer com isso que devo cuidar da molecada? Contribuir para o sustento da casa? Negativo! Meu tempo é escasso e há necessidades pessoais. O que ganho mal dá para atendê-las!

O pessoal ouvia estarrecido. Aquela Otília lhes era totalmente desconhecida. Áspera, agressiva, deseducada, bem diferente da moça que frequentava o Centro, exibindo enganador sorriso.

O diálogo prosseguia, num duelo ingrato entre a mãe, senhora respeitável e sofredora, e a filha, indisciplinada e estentórica.

Em dado instante, Otília, exasperada, afasta-se a pronunciar palavrões e abre a porta...

Lívida, desagradavelmente surpreendida, depara com os companheiros que a fitam em silêncio. Pouco depois ela está só na área. No chão ficam cópias amassadas da música em sua homenagem, com o estribilho:

Você é nossa companheira,

Nosso exemplo vivo,

Nossa líder inspiradora,

Seguiremos sempre consigo.

Se falece em nós o empenho de ajustar nosso comportamento ao que idealizamos, sob inspiração de princípios morais, não só marcaremos passo em relação à própria edificação, como causaremos desanimadoras decepções naqueles que seguem conosco.


Livro: Atravessando a Rua – Richard Simonetti
Fonte da imagem: Internet Google.

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

APRENDENDO

“Tornai-vos, pois, praticantes de palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos”. (TIAGO, 1:22.)

Cada vez que as circunstâncias te induzam a ouvir as verdades do Evangelho, não admitas que o acaso esteja presidindo a semelhantes eventos. Forças ocultas estarão acionando a oportunidade, a fim de que te informes quanto ao teu próprio caminho.

Não te faças, pois, desatento, porquanto, a breve espaço, serás naturalmente chamado pela vida para testemunhar.

Observa a escola e as disciplinas com que se formam determinados profissionais.

Acadêmicos de Medicina ouvem lições para curar os doentes ou auxilia-los; estudantes de Engenharia escutam ensinamentos para que os apliquem à técnica das construções no plano terrestre; contabilistas gastam tempo, de modo a garantirem a sustentação do comércio, na arte de fazer contas; tecelões assimilam princípios, em torno de certas máquinas, para atenderem, oportunamente, à indústria do fio...

Qualquer estudo nobre é aquisição apreciável, mas se mora estanque, na alma de quem aprende, assemelha-se a pão escondido aos que choram de fome.

Ouvir, sim, os preceitos da Espiritualidade Superior, mas agir, segundo nos orientam, porque, se sabemos e não fazemos o que o bem nos ensina, melhor fora não saber, para não sermos tributados, com taxas de maior sofrimento, nas grades da culpa.

Livro: Palavras de Vida Eterna, lição 95 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.

Fonte da imagem: Internet Google.

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

BENEFICÊNCIA E PACIÊNCIA

“A caridade é paciente e benigna...” – Paulo (I CORÍNTIOS, 13:4).

Beneficência, sim, para com todos:

Prato dividido.

Veste aos nus.

Remédio aos doentes.

Asilo aos que vagueiam sem teto.

Proteção à criança sem teto.

Auxílio ao ancião em desvalimento.

Socorro às viúvas.

Refúgio aos indigentes.

Consolo aos tristes.

Entretanto, é preciso estender a bondade igualmente noutros setores:

Compreensão em família.

Trabalho sem queixa.

Cooperação sem atrito.

Pagamento sem choro.

Atenção a quem fale, ainda mesmo sem qualquer propósito edificante.

Respeito aos problemas dos outros.

Serenidade às provocações.

Tolerância para com as ideias alheias.

Gentileza na rua.

A beneficência pode efetuar prodígios, levantando a generosidade e conquistando a gratidão; contudo, em nome da caridade, toda beneficência, para completar-se, não pode viver sem a paciência.

Livro: Palavras de Vida Eterna, Lição 94 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.

Fonte da imagem: Internet Google.