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segunda-feira, 16 de outubro de 2017

A SURPRESA

Faremos uma surpresa para nossa querida Otília. Iremos ao seu lar e cantaremos para ela, cumprimentando-a por seu aniversário. Ela vai "morrer" de emoção!

O grupo de jovens, integrado na Mocidade Espírita, em atuante instituição, tinha razões para festejar o acontecimento, Otília era muito estimada, jovem dinâmica, musicista, cheia de iniciativas, alegre e comunicativa.

Planejaram tudo certinho. Prepararam "comes e bebes" para a festinha que se seguiria à homenagem. . . Tudo feito "em surdina", a fim de que a aniversariante não desconfiasse de nada. Chegaram até a compor uma música, com estribilho tosco, mas sincero, que dizia assim:

Você é nossa companheira,

Nosso exemplo vivo,

Nossa líder inspiradora,

Seguiremos sempre consigo.

Chegaram de mansinho, silenciosamente, contendo a própria euforia, risos abafados... Abriram o portão, ganharam a área interna e preparavam-se para iniciar a cantoria quando ouviram a voz de Otília, timbre estranho, ardido, discutindo com a mãe:

- Eu já lhe disse para não se intrometer em minha vida! Faço o que julgo direito e você não tem nada com isso!

- Minha filha - pedia a mãe - fale baixo, olhe os vizinhos... Tenhamos cuidado. Ninguém precisa saber de nossos problemas...

- Ora, os vizinhos que se danem - gritava a moça a plenos pulmões - e você também!

- Otília, não quero discutir, mas não é justo agir como se fosse sozinha. Nossa vida está difícil! Há seus irmãos menores, seu pai está doente. Precisamos nos unir...

- Você quer dizer com isso que devo cuidar da molecada? Contribuir para o sustento da casa? Negativo! Meu tempo é escasso e há necessidades pessoais. O que ganho mal dá para atendê-las!

O pessoal ouvia estarrecido. Aquela Otília lhes era totalmente desconhecida. Áspera, agressiva, deseducada, bem diferente da moça que frequentava o Centro, exibindo enganador sorriso.

O diálogo prosseguia, num duelo ingrato entre a mãe, senhora respeitável e sofredora, e a filha, indisciplinada e estentórica.

Em dado instante, Otília, exasperada, afasta-se a pronunciar palavrões e abre a porta...

Lívida, desagradavelmente surpreendida, depara com os companheiros que a fitam em silêncio. Pouco depois ela está só na área. No chão ficam cópias amassadas da música em sua homenagem, com o estribilho:

Você é nossa companheira,

Nosso exemplo vivo,

Nossa líder inspiradora,

Seguiremos sempre consigo.

Se falece em nós o empenho de ajustar nosso comportamento ao que idealizamos, sob inspiração de princípios morais, não só marcaremos passo em relação à própria edificação, como causaremos desanimadoras decepções naqueles que seguem conosco.


Livro: Atravessando a Rua – Richard Simonetti
Fonte da imagem: Internet Google.

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

APRENDENDO

“Tornai-vos, pois, praticantes de palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos”. (TIAGO, 1:22.)

Cada vez que as circunstâncias te induzam a ouvir as verdades do Evangelho, não admitas que o acaso esteja presidindo a semelhantes eventos. Forças ocultas estarão acionando a oportunidade, a fim de que te informes quanto ao teu próprio caminho.

Não te faças, pois, desatento, porquanto, a breve espaço, serás naturalmente chamado pela vida para testemunhar.

Observa a escola e as disciplinas com que se formam determinados profissionais.

Acadêmicos de Medicina ouvem lições para curar os doentes ou auxilia-los; estudantes de Engenharia escutam ensinamentos para que os apliquem à técnica das construções no plano terrestre; contabilistas gastam tempo, de modo a garantirem a sustentação do comércio, na arte de fazer contas; tecelões assimilam princípios, em torno de certas máquinas, para atenderem, oportunamente, à indústria do fio...

Qualquer estudo nobre é aquisição apreciável, mas se mora estanque, na alma de quem aprende, assemelha-se a pão escondido aos que choram de fome.

Ouvir, sim, os preceitos da Espiritualidade Superior, mas agir, segundo nos orientam, porque, se sabemos e não fazemos o que o bem nos ensina, melhor fora não saber, para não sermos tributados, com taxas de maior sofrimento, nas grades da culpa.

Livro: Palavras de Vida Eterna, lição 95 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.

Fonte da imagem: Internet Google.

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

BENEFICÊNCIA E PACIÊNCIA

“A caridade é paciente e benigna...” – Paulo (I CORÍNTIOS, 13:4).

Beneficência, sim, para com todos:

Prato dividido.

Veste aos nus.

Remédio aos doentes.

Asilo aos que vagueiam sem teto.

Proteção à criança sem teto.

Auxílio ao ancião em desvalimento.

Socorro às viúvas.

Refúgio aos indigentes.

Consolo aos tristes.

Entretanto, é preciso estender a bondade igualmente noutros setores:

Compreensão em família.

Trabalho sem queixa.

Cooperação sem atrito.

Pagamento sem choro.

Atenção a quem fale, ainda mesmo sem qualquer propósito edificante.

Respeito aos problemas dos outros.

Serenidade às provocações.

Tolerância para com as ideias alheias.

Gentileza na rua.

A beneficência pode efetuar prodígios, levantando a generosidade e conquistando a gratidão; contudo, em nome da caridade, toda beneficência, para completar-se, não pode viver sem a paciência.

Livro: Palavras de Vida Eterna, Lição 94 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.

Fonte da imagem: Internet Google.

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Depressão

Dizes que sofres angústias
Até mesmo quando em casa,
Que a tua dor extravasa
Nas cinzas da depressão.
Que não suportas a vida,
Nem te desgarras do tédio,
O fantasma, em cujo assédio,
Afirma que tudo é vão.

Perto da rua em que moras
Há uma viúva esquecida,
Guarda o avô quase sem vida
E três filhinhos no lar;
Doente, serve em hotel,
Trabalha na rouparia.
Busca o pão de cada dia,
Sem tempo para chorar.

Não longe triste mulher,
Num cubículo apertado,
Chora o esposo assassinado,
Que era guarda de armazém...
Tem dois filhinhos de colo.
Por enquanto, ainda não sabe,
O que deve fazer da existência.
Espera pela assistência,
Dos que trabalham no bem.

Um paralítico cego,
Numa esteira de barbante,
Implora mais adiante
Quem lhe dê água a beber...
Ninguém atende... Ele grita,
Na penúria que o consome,
Tem sede e febre, tem fome,
Sobretudo quer morrer.

Depressão? Alma querida,
Se tens apenas tristeza,
Se te sentes indefesa,
Contra a mágoa e dissabor,
Sai de ti mesma e auxilia,
Aos que mais sofrem na estrada.
A depressão é curada,
Pelo trabalho do amor.


Autora: Maria Dolores

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

51 A Vingança

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

Cap. 12 – Amai os Vossos Inimigos

JULES OLIVIER - Paris, 1862

9 – A vingança é um dos últimos resíduos dos costumes bárbaros, que tendem a desaparecer dentre os homens. Ela é como o duelo, um dos derradeiros vestígios daqueles costumes selvagens em que se debatia a humanidade, no começo da era cristã. Por isso, a vingança é um índice seguro do atraso dos homens que a ela se entregam, e dos Espíritos que ainda podem inspirá-la. Portanto, meus amigos, esse sentimento jamais deve fazer vibrar o coração de quem quer que se diga e se afirme espírita. Vingar-se é ainda, vós o sabeis, de tal maneira contrário a este preceito do Cristo: “Perdoai aos vossos inimigos”, que aquele que se recusa a perdoar, não somente não é espírita, como também não é cristão.

A vingança é um sentimento tanto mais funesto, quanto a falsidade e a vileza são suas companheiras assíduas. Com efeito, aquele que se entrega a essa paixão cega e fatal quase nunca se vinga às claras.

Quando é o mais forte, precipita-se como uma fera sobre o que considera seu inimigo, pois basta vê-lo para que se inflamem a sua paixão, a sua cólera e o seu ódio. No mais das vezes, porém, assume uma atitude hipócrita, dissimulando no mais profundo do seu coração os maus sentimentos que o animam. Toma, então, caminhos escusos, seguindo o inimigo na sombra, sem que este desconfie, e aguarda o momento propício para feri-lo sem perigo. Ocultando-se, vigia-o sem cessar, prepara-lhe cilada odiosa, e quando surge à ocasião, derrama-lhe o veneno na taça.

Se o seu ódio não chega a esses extremos, ataca-o na sua honra e nas suas afeições. Não recua diante da calúnia, e suas pérfidas insinuações, habilmente espalhadas em todas as direções, vão crescendo pelo caminho. Dessa maneira, quando o perseguido aparece nos meios atingidos pelo seu sopro envenenado, admira-se de encontrar semblantes frios onde outrora havia rostos amigos e bondosos; fica estupefato, quando as mãos que procuravam a sua agora se recusam a apertá-la; enfim, sente-se aniquilado, quando os amigos mais caros e os parentes o evitam e se esquivam dele. Ah!, o covarde que se vinga dessa forma é cem vezes mais criminoso que aquele que vai direto ao inimigo e o insulta face a face!

Para trás, portanto, com esses costumes selvagens! Para trás com esses hábitos de outros tempos! Todo espírita que pretendesse ter, ainda hoje, o direito de vingar-se, seria indigno de figurar por mais tempo na falange que tomou por divisa o lema: Fora da caridade não há salvação. Mas não, não me deterei em semelhante idéia, de que um membro da grande família espírita possa jamais ceder ao impulso da vingança, mas, pelo contrário, ao do perdão.


Fonte da imagem: Internet Google.

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

A SURPRESA DE CECÍLIA

Era uma vez um homem que tinha um jardim muito grande.

Mas ele não gostava muito de flores e árvores, e às vezes passava um tempo enorme sem dar água para as plantinhas.

Certo dia ele chegou no jardim e viu um pezinho de planta tortinho, quase morto, estava até feinho. E ele disse:

- Que planta mais feia! E eu nem sei o que é isto! Vou arrancá-la e jogar no lixo.

E foi isto o que ele fez. Arrancou a plantinha e... Zás! Jogou-a na lata de lixo!

Cecília era uma garotinha que morava ali perto, e estava passeando um pouquinho, quando viu a plantinha no lixo.

Cecília, ao ver a plantinha no lixo, pensou:

- Oh, que pena! Uma plantinha tão pequenininha... E ainda tem raiz..., quem será que a jogou no lixo?

Cecília, então, pegou a plantinha e a levou para casa e pelo caminho ia pensando:

- Vou plantar esse galhinho. Quem sabe ele pode nascer?

Chegando em casa, Cecília pediu à Mamãe um vasinho para poder colocar terra e plantar o galhinho que tinha encontrado.

O tempo foi passando, foi passando, e a Cecília sempre a cuidar da plantinha que passou a melhorar, a melhorar...

Cecília estava muito alegre ao ver a plantinha melhorando; ela amava a Natureza e gostava muito do Pai do Céu, pois foi Ele quem fez a Natureza para nos ajudar.

Um dia, que surpresa! Quando Cecília foi aguar a plantinha sabe o que ela viu?

Pois é, tinha uma florzinha no galho..., e Cecília foi logo correndo e chamando a Mamãe:

- Mamãe, Mamãe! Venha ver! Venha ver logo!

A Mamãe de Cecília correu para ver o que estava acontecendo com Cecília.

Quando a Mamãe viu a florzinha falou:

- Que belezinha, Cecília! Que flor mais perfumada!

- Puxa mamãe, que bom! Parece até que a plantinha me agradeceu por ter cuidado dela com carinho!

Mamãe sorriu e falou:

- É isto mesmo, filhinha. A Natureza merece todo o nosso cuidado, toda a nossa proteção. Dependemos dela para viver e ela é um grande presente de Deus, Papai do Céu.

E assim, Cecília e sua mamãe, continuaram sempre a proteger a Natureza e foram muito, muito felizes!


Fonte: AME - Dec /JF - Imagem: Internet Google.

domingo, 1 de outubro de 2017

NOVA BIOGRAFIA

Hoje foi postada a biografia do mês de Outubro de 2017 na coluna "Grandes Nomes do Espiritismo" em homenagem a HUGO GONÇALVES.

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

SERVIÇO E INVEJA

“... A caridade não é invejosa...” – Paulo (I CORÍNTIOS, 13:4.)

Muitos companheiros asseveram a disposição de ajudar, em nome da caridade; entretanto, para isso, exigem os recursos que pertencem aos outros.

Querem amparar os necessitados...

Mas dizem aguardar vencimento igual ao do colega que lhes tomou a frente na organização de trabalho.

Declaram-se inclinados ao socorro de meninos desprotegidos...

Alegam, todavia, que apenas assumirão a iniciativa quando possuírem casa semelhante à do amigo mais próspero.

Afirmam-se desejosos de colaborar na construção da fé, amando e esclarecendo a quem sofre...

Interpõem, no entanto, a condição de desfrutarem a autoridade dos irmãos que se encarregam dessa ou daquela instituição, antes deles.

Expõem a intenção de escrever, na difusão da luz espiritual...

Contudo, somente entrarão em atividade quando dispuserem da competência de quantos já despenderam larga parte da vida, na estruturação da palavra escrita.

Se aspiras a servir ao bem, não te detenhas na cobiça expectante, a pedir que a possibilidade dos outros te passe às mãos.

A caridade não é invejosa.

Façamos a nossa parte.

Livro: Palavras de Vida Eterna, lição 93 – Médium: Chico Xavier – Espírito Emmanuel.

Fonte da imagem: Internet Google.

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

SOLIDARIEDADE

“Alegrai-vos com os que se alegram e chorai com os que choram.” – Paulo. (ROMANOS, 12:15.)

Realmente, na Terra, é mais fácil chorar com os que choram.

Em muitas circunstâncias, mágoas alheias servem de consolação para nossas mágoas.

Quem carrega fardos enormes como que nos estimula a suportar os estorvos leves.

Num desastre qualquer, que nos teria colhido, inclinamo-nos, comovidamente, para as vítimas, guardando, muita vez, a ilusão de que fomos agraciados por Deus, como se a responsabilidade de moratórias e empréstimos, que nos são concedidos pela Misericórdia Divina, dentro da Lei, fosse para nós regime de favoritismo e exceção.

Ajudar aos que se encontram em provocações maiores que as nossas é caridade sublime; no entanto, é forçoso reconhecer que aconselhar paciência aos que choram, na posição de superiores tranquilos, é o mesmo que falar à margem de um problema, sem estar dentro dele.

Com isso, não queremos diminuir o valor da beneficência. Sem ela, nossas mãos se fariam garras de usura e o egoísmo transformaria a Terra num manicômio.

Desejamos simplesmente afirmar que é mais fácil chorar com os que choram, que alegrar-se alguém com os que se alegram; porquanto, ajudar com o pão ou com a alegria que nos sobram é ato que podemos realizar sem dificuldade, ao passo que, para regozijar-se com o regozijo dos outros, sem qualquer ponta de inveja ou despeito, é preciso trazermos suficiente amor puro no coração.

Livro: Palavras de Vida Eterna, lição 92 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.

Fonte da imagem: Internet Google.

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

APREÇO

“Dando sempre graças a Deus por tudo em Nosso Senhor Jesus Cristo.” – Paulo (EFÉSIOS, 5:20.)

O Universo é uma corrente de amor, em movimento incessante. Não lhe interrompas a fluência de vibrações.

Nesse sentido, recorda que ninguém é tão sacrificado pelo dever que não possa, de quando em quando, levantar os olhos ou dizer uma frase, em sinal de agradecimento.

Considera sagradas as tuas obras de obrigação, mas não te esqueças do minuto de apreço aos outros.

Os pais não te discutem o carinho, entretanto, multiplicarão as próprias forças com o teu gesto de entendimento; os filhos anotam-te a bondade, no entanto, experimentarão novo alento com o teu sorriso encorajador; os colegas de ação conhecem-te a solidariedade, mas serão bafejados por renovadora energia, perante a reafirmação de teu concurso espontâneo, e os companheiros reconhecem-te a amizade, contudo, entesouram estímulos santos, em te ouvindo a mensagem fraterna.

Ninguém pode avaliar a importância das pequeninas doações.

Uma prece, uma saudação afetuosa, uma flor ou um bilhete amistoso conseguem apagar longo fogaréu da discórdia ou dissipar rochedos de sombra.

Não nos reportamos aqui ao elogia que estraga ou à lisonja que envenena. Referimo-nos à amizade e à gratidão que valorizam o trabalho e alimentam o bem.

Por mais dura seja a estrada, aprende a sorrir e a abençoar, para que a alegria seja adiante, incentivando os corações e as mãos que operam a expansão da Bondade Infinita.

O próprio Deus nunca se encontra tão excessivamente ocupado que não se lembre de sustentar o Sol, para que o Sol aqueça, em seu nome, o último verme, na última reentrância abismal.

Livro: Palavras de Vida Eterna, lição 91 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.

Fonte da imagem: Internet Google.

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

INESQUECÍVEL ADVERTÊNCIA

“... Que te importa a ti? Segue-me tu.” – JESUS. (JOÃO, 21:22.)

Viste, sim, as desilusões com que não contávamos.

Muitos daqueles mesmos amigos que nos exortavam à estrada certa enovelaram-se nos cipoais da perturbação, como que petrificados na indiferença.

Companheiros que supúnhamos estandartes vivos nas trilhas da verdade renderam-se a deslavadas mentiras.

Irmãos que nos prometeram fidelidade inquebrantável deixaram-nos a sós, na primeira dificuldade.

Parentes que nos deviam proteção e respeito bandearam-se para campos de sombra e vício, hostilizando-nos o ideal.

E multiplicam-se tropeços para que a nossa caminhada se obstrua.

Converteram-se estímulos em sarcasmos.

Quem nos dava esperança, fornece negação.

Quem ontem nos ajudava, hoje nos desajuda.

Mãos que nos atiravam flores de aplauso fazem agora chover sobre nós as farpas da incompreensão.

Sozinhos, sim...

Muita vez, encontrar-nos-emos, desse modo, entre a expectativa e a solidão.

Nosso primeiro impulso é o de reclamar naquilo que supomos nosso direito; contudo, buscando a palavra do evangelho, surpreendemos a inesquecível advertência do Senhor:

“... Que te importa a ti? Segue-me tu”.

Livro: Palavras de Vida Eterna, lição 89 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.

Fonte da imagem: Internet Google.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

50 O Maior Mandamento

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

Cap. 11 – Amar o Próximo Como a Si Mesmo

1 – Mas os fariseus, quando ouviram que Jesus tinha feito calar a boca dos saduceus, juntaram-se em conselho. E um deles, que era doutor da lei, tentando-o, perguntou-lhe: Mestre, qual é o maior mandamento da lei? Jesus lhe disse: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, este é o maior primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Estes dois mandamentos contêm toda a lei e os profetas. (Mateus, XXII: 34-40).

2 – E assim, tudo o que quereis que os homens vos façam, fazei-o também vós a eles. Porque esta é a lei e os profetas. (Mateus, 7: 12).

Tratai todos os homens como quereríeis que eles vos tratassem. (Lucas, VI: 31)

3 – O Reino dos Céus é comparado a um rei que quis tomar contas a seus servos. E tendo começado a tomar as contas, apresentou-lhe um que lhe devia dez mil talentos. E como não tivesse com que pagar, mandou o seu senhor que o vendessem a ele, e a sua mulher, e a seus filhos, e tudo o que tinha, para ficar pago da dívida. Porém o tal servo, lançando-se aos pés, fazia-lhe esta súplica: Tem paciência comigo, que eu te pagarei tudo. Então o senhor, compadecido daquele servo, deixou-o ir livre, e perdoou-lhe a dívida. E tendo saído este servo, encontrou um de seus companheiros, que lhe devia cem dinheiros; e lançando-lhe a mão à garganta o asfixiava, dizendo-lhe: Paga-me o que deves. E o companheiro, lançando-se aos pés, rogava, dizendo: Tem paciência comigo, que eu te satisfarei tudo. Porém ele não atendeu: retirou-se, e fez que o metessem na cadeia, até pagar a dívida. Porém, os outros servos, seus companheiros, vendo o que se passava, sentiram-no fortemente e foram dar parte a seu senhor de tudo o que tinha acontecido. Então o fez vir seu senhor, e lhe disse: Servo mau, eu te perdoei a dívida toda, porque me vieste rogar isso; não devias tu, logo, compadecer-te igualmente do teu companheiro, assim como também eu me compadeci de ti? E, cheio de cólera, mandou seu senhor que o entregassem aos algozes, até pagar toda a dívida. Assim também vos tratará meu Pai celestial, se não perdoardes, do íntimo de vossos corações, aquilo que vos tenha feito vosso irmão. (Mateus, XVIII: 23-35).

4 – “Amar ao próximo como a si mesmo; fazer aos outros como quereríamos que nos fizessem”, eis a expressão mais completa da caridade, porque ela resume todos os deveres para com o próximo. Não se pode ter, neste caso, guia mais seguro, do que tomando como medida do que se deve fazer aos outros, o que se deseja para si mesmo. Com que direito exigiríamos de nossos semelhantes melhor tratamento, mais indulgência, benevolência e devotamento, do que lhes damos? A prática dessas máximas leva à destruição do egoísmo. Quando os homens as tomarem como normas de conduta e como base de suas instituições, compreenderão a verdadeira fraternidade, e farão reinar a paz e a justiça entre eles. Não haverá mais ódios nem dissensões, mas união, concórdia e mútua benevolência.


Fonte da imagem: Internet Google.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

A SERRA

Quando eu era menina, uns tios e seus filhos vieram residir na casa de meus pais.

Minha prima e eu costumávamos discutir continuamente enquanto nos desobrigávamos das tarefas da casa.

Como eu era a mais velha, tinha a pretensão de querer ensinar-lhe a fazer as menores coisas, o que, é claro, a contrariava.

Um dia, depois de ter assistido a uma dessas cenas, nosso avô levou-nos ao fundo do quintal, onde havia uma pilha de lenha.

A seguir, apanhando o mais grosso dos tocos de madeira disse-nos em tom sério, porém sem nenhuma zanga:

- O toco deve ficar no meio. Vocês apanhem a serra, cada uma de um lado e comecem a serra-lo!

Ficamos ambas atônitas, mas imediatamente obedecemos. A serra era uma dessas comuns no campo, acionada por duas pessoas que ora empurram, ora puxam.

Comecei a serrar, o mais depressa que podia, mais uma vez desejosa de provar que minha prima não era capaz de fazer o mesmo.

Mas, a cada vez que eu empurrava a serra para trás, mais depressa do que ela, a lâmina metálica se curvava e eu perdia o equilíbrio.
Percebi então que, serrando à mesma velocidade que ela e sempre com força igual, o trabalho progredia melhor.

Estávamos mortas de cansaço quando terminamos o trabalho, porém tínhamos sincronizado perfeitamente os nossos movimentos.

Vovô aplaudiu quando o toco se abriu em dois pedaços e nos explicou sorrindo:

- Vocês conseguiram levar a bom termo a tarefa e nisso não existe nenhum mérito. É que vocês trabalharam em harmonia. Quando tiverem um trabalho a fazer lembrem-se de que, trabalhando juntas e com esforço igual, tudo se tornará mais fácil e mais rápido.

Nunca pude me esquecer daquilo. E como, na vida, a maioria das tarefas que nos cabem envolvem outras pessoas, eu me lembro daquele toco e procuro aplicar mais uma vez, com alegria e bom humor, a lição da harmonia.


Obra: Para o Resto da Vida - Wallace Leal V. Rodrigues.
Fonte da imagem: Internet Google.

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

De Alma para Alma

Escuta, alma querida!
Ante as perturbações e os empeços da vida,
Onde não possas ajudar
A dissipar a treva e extinguir o pesar,
Nada fales, em vão!...
Uma palavra, às vezes, tão-somente,
Na moldura de um gesto irreverente,
Basta para espancar o coração.

Se anotas sombra e dor, por onde jornadeias
Dá consolo e respeito às aflições alheias...
Tempo vai, tempo vem...
E assim como o carvão se faz diamante puro,
Na forja do destino, em louvor do futuro,
Todo o mal se converte em coluna do bem.

Usa o verbo, esparzindo novas luzes,
Não condenes, não firas, não acuses!...
Onde enxergares pedra, lodo, espinho,
Cobre de paz e amor as lutas do caminho.

Lembremos nossos erros, teus e meus!...
Todos sofremos provas, alma boa,
Trabalha, serve, ajuda, ama e abençoa
E encontrarás contigo a presença de Deus.


Autora: Maria Dolores

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

VASOS DE BARRO

“Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que na sublimidade seja da virtude de Deus e não de nós”. – Paulo (II CORINTIOS, 4:7.)

Não te furtes a transmitir os dons do Evangelho.

Se caíste, levanta-te e estende as mãos, construindo o melhor.

Se estiveste em erro até ontem, reconsidera o gesto impensado e ajuda aos semelhantes.

Se doente, permanece na confiança, encorajando e esclarecendo a quem te ouve a palavra.

Se cansado, recompõe as próprias forças na fé, e prossegue amparando sempre.

Caluniado, perdoa e esquece o golpe, procurando servir.

Menosprezado, não firas ninguém e esforça-te por ser útil.

Perseguido, esquece o mal e faze o bem que possas.

Insultado, olvida toda ofensa e auxilia sem mágoa.

Em meio de todas as fraquezas e vicissitudes que nos rodeiam a alma, estejamos convictos com o apóstolo Paulo de que possuímos o conhecimento da verdade e a flama do amor, como quem transporta um tesouro em vasos de barro, para que a excelência da virtude resplandeça por luz de Deus e não nossa.

Livro: Palavras de Vida Eterna, lição 88 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.

Fonte da imagem: Internet Google.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

ALIMENTO VERBAL

“Más a sabedoria que vem do alto é primeiramente pura, depois pacífica, moderada, tratável. Cheia de misericórdia e de bons frutos...” (Tiago, 3:17.)

Encontrarás a frase brilhante, repontando de toda a parte.

Empregam-na cientistas eméritos, articulando as interpretações que lhes vêm à cabeça, tomam-na filósofos variados para a exaltação dos princípios que esposam, usam-na os sofistas de todas as procedências para expressarem as ideias que lhes são próprias, apossam-se dela artistas diversos, colorindo as criações que lhes fluem da alma; entretanto, é preciso recebê-la na pauta do discernimento justo.

Há frases seguras e primorosas, ocultando imagens repelentes, assim como tecidos de ouro e pérolas, escondendo o monturo.

Examina o campo que te fornece alimento verbal.

Seja na escrita de mãos hábeis ou na fala de pessoas distintas, assinala o que recolhes.

A inspiração do Alto nasce na fonte dos sentimentos puros. Busca a edificação da paz, através do equilíbrio e da afabilidade para com todos, manifesta-se no veículo da compreensão fraternal, exprimindo misericórdia, e produz bons frutos onde esteja.

Não te enganes com discursos preciosos, muita vez desprovidos de qualquer sinal construtivo.

É possível não consigas identificar, de pronto, as intenções de quem fala; entretanto, podes observar os resultados positivos da ação de cada conversador. E pelos frutos que pendem na árvore da vida de cada um, sabes perfeitamente a escolha que te convém.

Livro: Palavras de Vida Eterna, lição 87 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.

Fonte da imagem: Internet Google.

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

SE ASPIRAS SERVIR

“Aprendi a contentar-me com o que tenho.” – Paulo (FILIPENSES, 4:11.)

Afirmas-te no veemente propósito de servir; entretanto, para isso, apresenta cláusulas diversas.

Dispões de recursos próprios, conquanto humildes, para as tarefas do socorro material; contudo, esperas pelo dinheiro dos outros.

Tens contigo vastas possibilidades para alfabetizar os necessitados de instrução, mas esperas um título oficial que talvez nunca chegue.

Mostras pés e braços livres que te garantem o auxílio aos irmãos em prova; entretanto, esperas acompanhantes que provavelmente jamais se decidam ao concurso fraterno.

Relacionas talentos múltiplos, a fim de cumprires abençoada missão de amor puro entre os homens; todavia, esperas em família pelo companheiro ideal.

Se acordaste para a cooperação com Jesus, recorda a afirmativa de Paulo: “Aprendi a contentar-me com o que tenho”.

Quando o apóstolo escreveu essa confissão, estava preso em Roma.

Em torno dele, o ambiente doloroso do cárcere. Guardiões desalmados, companheiros infelizes, pragas e palavrões. Nem sempre pão à mesa, nem sempre água pura, nem sempre consolação, nem sempre voz amiga...

No entanto, ao invés de desanimar, o pioneiro do Evangelho cede vida e força, serenidade e bom ânimo de si próprio.

Se aspiras a servir aos outros, servindo a ti mesmo, no reino do Espírito, não percas tempo na expectativa inútil, pois todo aquele que sente e age com o Cristo, vive satisfeito e procura melhorar-se, melhorando a vida com aquilo que tem.

Livro: Palavras de Vida Eterna, lição 85 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.

Fonte da imagem: Internet Google.